De acordo com uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) com dados do Ministério da Saúde, os homens vão 6 vezes menos ao urologista do que mulheres ao ginecologista. Enquanto foram registrados, em 2022, mais de 1,2 milhão de atendimentos femininos ao ginecologista no SUS – Sistema Único de Saúde, foram registradas apenas 200 mil consultas de homens no urologista.
Esse ponto não é alarmante no que se refere apenas o câncer de próstata, mas também é referente a saúde sexual em geral do homem.
A saúde masculina ainda é um tema tabu em nossa sociedade. Enquanto as mulheres realizam consultas ginecológicas regularmente, os homens, em sua maioria, evitam o urologista. Essa disparidade é alarmante, pois coloca em risco a saúde de milhões de homens.
Muitos homens acreditam que procurar um médico para tratar de questões relacionadas à saúde sexual é um sinal de fraqueza. Essa ideia, reforçada por estereótipos e tabus, impede que os homens busquem ajuda quando necessário.
No entanto, a saúde masculina é tão importante quanto a feminina. Estamos no mês de novembro, que carrega consigo uma campanha extremamente importante, “Novembro Azul”. Muitos não sabem, mas a descoberta precoce do câncer de próstata aumenta em 90% as chances de cura, de acordo com o médico urologista João Vitor Santos da Rede Ebserh/MEC.
Entretanto, muitos homens deixam de fazer os exames preventivos por medo, vergonha e outras barreiras geradas ao longo da vida.
Além do câncer de próstata, a saúde sexual masculina abrange uma ampla gama de questões, como disfunção erétil, ejaculação precoce. Essas condições podem afetar significativamente a qualidade de vida dos homens e de suas parceiras e em muitos casos podem ser evitadas e tratadas pela fisioterapia pélvica.
A fisioterapia pélvica é uma especialidade que atua no cuidado dos músculos do assoalho pélvico. Esses músculos desempenham um papel crucial no controle da bexiga, intestino e órgãos sexuais.
Com técnicas, exercícios de fortalecimento e tecnologias avançadas a Fisioterapia promove o fortalecimento do assoalho pélvico e melhora suas funções, evitando e tratando disfunções como a erétil, a ejaculação precoce (causada por problemas físicos), incontinência urinária, doença de Peyronie e outros.
Disfunção erétil: A fisioterapia pode ajudar a melhorar a circulação sanguínea na região peniana, fortalecer os músculos envolvidos na ereção e promover relaxamento.
Ejaculação precoce: Através de técnicas específicas, o fisioterapeuta pode auxiliar no controle da ejaculação e aumentar a duração das relações sexuais.
Incontinência urinária e fecal: A fisioterapia pélvica fortalece os músculos do assoalho pélvico, melhorando o controle da bexiga e dos esfíncteres, tratando a incontinência.
Dor pélvica crônica: A fisioterapia pode aliviar a dor e melhorar a função muscular na região pélvica.
Preparo para cirurgias: A fisioterapia pré-operatória pode fortalecer os músculos e preparar o corpo para a cirurgia, enquanto a pós-operatória auxilia na recuperação e na prevenção de complicações.
É fundamental que os homens entendam que cuidar da saúde não é sinal de fraqueza, mas sim de responsabilidade pessoal e com seus entes queridos. Por isso o exame preventivo a partir dos 50 anos e 45, em caso de fator de risco deve ser prioridade.
E, diferentemente do câncer de próstata, que não pode ser evitado e sim tratado precocemente, algumas disfunções sexuais podem sim ser evitadas se houver um cuidado preventivo com os músculos do assoalho pélvico. Por isso, o fisioterapeuta pélvico é indispensável a saúde sexual masculina.
Fonte: Veja Saúde, GOV.BR
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